“Acho que o futebol do Egito vai acabar”, diz brasileiro do Al-Ahly 02 de fevereiro de 2012 • 09h23 • atualizado às 10h39


Após o jogo diante do Al-Masry, jogadores do Ah-Ahly fogem de torcida rival e vão se abrigar nos vestiários. Foto: APApós o jogo diante do Al-Masry, jogadores do Ah-Ahly fogem de torcida rival e vão se abrigar nos vestiários – Foto: AP

Testemunha ocular da tragédia que deixou 74 mortos e centenas de feridos em Port Said, no Egito, o atacante Fábio Júnior, do Al-Ahly, relatou os momentos de horror após o apito final da partida entre a sua equipe e o Al-Masry, nesta quarta-feira. Em entrevista por telefone ao Sportv, nesta quinta, o brasileiro descreveu a cena dos vários feridos entre os atletas acuados no vestário pelos torcedores rivais e opinou que a tragédia pode ter severas consequências para o futebol egípcio – que teve seu campeonato nacional suspenso por tempo indeterminado após o episódio.

“Eu tive muito medo, pensei primeiro na minha família nessa hora. Mas graças a Deus, não aconteceu nada comigo. Nós estávamos no vestiário e a torcida querendo entrar e não tinha quase segurança nenhuma. No mesmo instante vinha um torcedor sangrando, outro com perna quebrada dentro do vestiário para o doutor acudir. Nesse meio, eu fiquei com muito medo e o presidente da gente (Al-Ahly) deu uma entrevista dizendo que não vai ter mais não…. Eu acho que o futebol do Egito vai acabar por causa dessa violência, porque não tem segurança nos estádios”, descreveu o atacante de 29 anos, autor do gol inaugural da partida no Estádio de Port Said, que terminou com derrota por 3 a 1.

Sem nenhum ferimento após a tragédia campal, Fábio Júnior já tranquilizou seus familiares acerca dos acontecimentos no Egito, apesar de não ter tido contato direto com eles, de acordo com declaração de José Carlos, pai do atacante, ao Bandsports, já na manhã desta quinta.

“Ainda não, mas nós fizemos contato com a esposa dele pela internet”, disse José, que reside em Sergipe. “Ela disse que estava bem, estava chegando em casa e ele não sofreu nada de grave”, completou o pai, que explicitou que o atleta já não estava gostando de viver no país africano, para o qual se mudou em 2011, transferido do Naval, de Portugal, por 600 mil euros (cerca de R$ 1,48 milhão). O contrato do avante é de três temporadas.

Natural de Nossa Senhora da Glória, no Sergipe, Fábio Júnior surgiu no futebol no Campinense-PB, em 2000, passando por Americano-MA, Flamengo-PI, Real Madrid Castilla (a filial do time principal), Ceará, Internacional, Sport Recife, Chonnam Dragons (Coréia do Sul), Flamengo, Madureira, Vasco e Naval, antes de ir ao futebol egípcio.

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Uma resposta para “Acho que o futebol do Egito vai acabar”, diz brasileiro do Al-Ahly 02 de fevereiro de 2012 • 09h23 • atualizado às 10h39

  1. Eddie disse:

    Duas pessoas morreram nesta quinta-feira em Suez, nordeste do Egito, em confronto entre policiais e manifestantes que protestavam pela morte de 74 pessoas após uma partida de futebol, em Port Said, afirmaram fontes médicas em entrevista à agência de notícias “AFP”. Os dois homens, que seriam manifestantes, foram mortos a tiros, disseram as fontes.

    Milhares protestaram no Cairo durante o dia, acusando o conselho militar, que tomou o poder depois da queda do ex-presidente Hosni Mubarak um ano atrás, de administrar mal o país em meio a uma frágil transição.

    GALERIA DE FOTOS: imagens do protesto no Cairo e o caos no estádio de Port Said

    A emissora estatal informou que 628 pessoas ficaram feridas nos confrontos que ocorreram na capital, principalmente após inalar gás lacrimogêneo.

    Os manifestantes protestavam por conta da violência desatada na quarta-feira entre torcedores do time de Port Said, o Al Masry, e do Cairo, o Al Ahly, um dos incidentes mais sangrentos da história do futebol.

    Os confrontos ocorreram nos momentos finais da partida, na qual o Al Masry venceu o Al Ahly por 3 a 1. Os torcedores do Al Masry invadiram o campo, jogaram pedras, garrafas e fogos de artifício contra os torcedores do Al Ahly, causando caos e pânico enquanto jogadores e torcedores corriam por todas as direções.

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